Logística Reversa: O que é?

Publicado em: 11/10/2022

Logística reversa: O que é?

Neste post verá tudo sobre logística reversa e qual a relação dela com os resíduos

De acordo com a definição da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a logística reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social, que pode ser caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição de resíduos sólidos ao setor empresarial para o reaproveitamento. Isso ocorre em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente correta.

A PNRS ainda prevê a incumbência do empreendedor a estruturar e implementar os sistemas de logística reversa, promovendo o recolhimento de seus produtos que serão descartados.

Os produtos que a PNRS coloca para a implementação de sistemas de logística reversa, colocam danos nocivos ao meio ambiente, ou nos piores casos são irreversíveis, quando descartados de forma errada. Assim, pode-se colocar:

  • 1. Agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, bem como outros produtos cuja embalagem, após o uso, disponha de resíduos perigosos
  • 2. Pilhas e baterias
  • 3. Óleos lubrificantes (tanto resíduos, quanto embalagens)
  • 4. Pneus
  • 5. Lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio, luz mista e mercúrio
  • Produtos eletroeletrônicos e seus componentes

Além disso, a lei também torna possível o acréscimo de materiais na logística reversa através de acordos por setor, termos de compromisso e regulamentos.

Qual é a origem dela?

Como citamos anteriormente, a PNRS nº 12.305/10 colocou a logística reserva entre uma das prioridades dos empreendedores. No entanto, este conceito já existe há mais de 3 décadas, principalmente na Europa.

Além disso, mesmo que a PNRS seja recente, este tipo de preocupação já se faz presente há muito tempo.

Este cuidado já era previsto especialmente por empresas que trabalham com: pneus, pilhas, lubrificantes, baterias, embalagens de agrotóxicos ou semelhantes.

Porém, o grande destaque da lei nº12.305/10 tornou a prática da logística uma exigência. Assim, ela engloba um conjunto abrangente de tipos de produto.

Sendo assim, o maior destaque dela vai para o art 33. Ele define que fabricantes, distribuidores, comerciantes e importadores são obrigados a estruturar e implementar essa prática.

Como funciona na prática?

Compreender o que é a logística reversa e atuar para que ela seja possível é uma responsabilidade que deve ser compartilhada entre cidadãos, setor privado e órgãos públicos.

Para o cidadão, a função enquanto consumidor é entregar os resíduos utilizados de acordo com os locais definidos pelo sistema de logística reversa.

Já para empresas privadas, é essencial que se faça um gerenciamento ambientalmente correto dos resíduos sólidos, isso é possível através de:

  • Reciclagem ou reuso
  • Inovar de forma que seja benéfico para a sociedade e o meio ambiente (produtos mais sustentáveis ou descarte consciente
  • Consumo responsável (prevenir os desperdícios e a poluição
Etapas da logística reversa

Etapas da logística reversa

Quais são as etapas da logística reversa?

Dito tudo isso, é fundamental que se entenda quais são as cinco etapas básicas da logística reversa.

1. A sociedade é conscientizada sobre a importância de seu papel na prática.
2. O consumidor devolve o produto/embalagem ao comerciante/distribuidor (Como é o caso do botijão de gás vazio e das garrafas retornáveis, por exemplo).
3. O distribuidor ou comerciante a remete ao fabricante/importador.
4. O fabricante/importador faz o encaminhamento para descarte, reuso ou reciclagem.
5. Os órgãos públicos fazem a fiscalização da cadeia e garantem que tudo é feito de forma ambientalmente correta.

Este passo aos dois tipos de logística reversa presentes: Tanto o pós-venda, quanto o pós-consumo.

Veja abaixo os dois tipos de logística reversa

Há dois tipos principais desta prática, a pós-venda e a pós-consumo. Para ver qual se adequa mais para a sua empresa e as formas de implementação, veja abaixo o conceito de cada uma delas:

Pós-venda

Na logística reversa pós-venda, o produto em questão volta para a cadeia de distribuição, antes mesmo de ter sido utilizado pelo consumidor ou em casos de pouca utilização. Isso pode acontecer tanto pela percepção de defeitos ou no caso de erro no processamento de pedido.

Por conta disso, é necessário que a empresa se planeje para receber e encaminhar os itens, através de controle de fluxo físico e de informações da logística na estratégia organizacional. Em grande parte das situações, os produtos passam por manutenção e volta a ser comercializado, o que agrega valor a ele.

As razões mais comuns para a devolução dessas mercadorias:

  • Defeito de fabricação ou não funciona
  • Produtos ou embalagens avariados
  • Avarias causadas durante o transporte
  • Produtos que precisam de conserto
  • Falhas na emissão do pedido
  • Mercadorias em consignação
  • Produtos fora do prazo de validade
  • Mercadorias que necessitam de recall
Logística reversa pós consumo

Logística reversa pós consumo

Pós-Consumo

Neste tipo de logística, o produto em questão foi comprado, usado e descartado pelo consumidor. Isso pode ocorrer tanto pelo término da vida útil do serviço ou porque passou do prazo de validade, ou seja, tornou-se considerado impróprio para o consumo primário.

Assim como no pós-venda, a empresa deve estar pronta para receber os itens e encaminhar de forma adequada. Dessa forma, podem ser reutilizados para retorno ao ciclo produtivo, a reciclagem ou o desmanche seguido pela destinação ambiental adequada, apenas se não houver como colocar novamente no mercado.

Além disso, no pós-consumo, a estratégia depende das condições em que o produto volta para a indústria.

  • Se há condições de reuso
  • Caso chegue ao fim da vida útil, pode contar com componentes reaproveitáveis e remanufaturados
  • Caso ofereça risco ambiental, o item deve ser descartado de forma adequada

Quais as vantagens da logística reversa?

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, apostar na logística reversa traz uma série de vantagens:

  • Ela é benéfica para a economia, afinal, é responsável por gerar recursos sustentáveis e é rentável
  • Contribui para manter o meio ambiente. Isso porque reduz a necessidade de novas matérias-primas e previna o descarte inadequado destes
  • Cuida da saúde pública, como resultado da vida em um ambiente mais saudável
  • Incentiva as práticas de reciclagem, reuso e destinação adequada dos resíduos
  • Divide a responsabilidade das empresas com a sociedade
  • Dá mais vida útil aos aterros sanitários. Isso porque recoloca resíduos na cadeia produtiva sempre que possível
  • Cresce a oferta de produtos ambientalmente corretos e incentiva a criação de mais negócios, emprego e renda

Veja algumas razões para investir na estratégia

1. Estará dentro da lei

Estar dentro da lei é tudo o que uma empresa precisa, fazendo isso de forma sustentável é ainda melhor.

2. Fortalecer a imagem de sua empresa

Aderir as práticas ambientais, fazem com que sua empresa tornem-se ambientalmente correta, ganhando assim o selo verde.

3. Melhora os processos

Quando sua empresa percebe os produtos que têm retornado por falhas na produção, estoque, emissão, ou apenas pela insatisfação dos clientes, você pode realizar ajustes no processo produtivo.

4.Redução de custos

Conforme os processos melhoram, sua empresa economiza na produção de armazenagem e distribuição.

5. Gera receitas

Reduzindo custos e melhorando os processos, sua empresa pode gerar mais receita.

Nós da Valoriza Ambiental, atuamos de diferentes formas na gestão de resíduos ambiental. Em relação a logística reversa, realizamos compra de sucatas plásticas pós indústria, bem como pós consumo.

Além disso, compramos e tratamos embalagens contaminadas com óleo lubrificante.

Por fim, trabalhamos sempre dentro da lei. Se interessou? Entre em contato conosco pelo WhatsApp: (19) 99580-4094.