Resíduos Hospitalares: Como descartar?

Publicado em: 20/01/2023

Resíduos Hospitalares - Mãos com luva e uma caixa de descarte de resíduos

Fazer o descarte de resíduos hospitalares de forma adequada é essencialmente importante, afinal eles são infecciosos

Aplicar corretamente os procedimentos para o descarte de resíduos hospitalares, é muito mais do que uma preocupação com o meio ambiente, isso porque deve ser tratado como uma questão de saúde pública.

Os resíduos hospitalares e as medicações requerem ainda mais atenção.

Dentro deste meio estão inclusos(as): Agulhas, seringas, gazes, algodão, luvas, materiais cortantes, cateteres, dentre tantos outros materiais usados nas unidades de saúde. Eles devem ser descartados em caixinhas amarelas, que normalmente encontramos em: farmácias, hospitais, ambulatórios e prontos-socorros. Eles podem estar infectados com sangue, urina, fezes ou restos de medicação, bem como toxinas, produtos radioativos ou até inflamáveis.

Nas residências, as sobras de remédios não utilizados em tratamentos, e as medicações com prazos de validade vencidas também necessitam de cuidados especiais. Isso porque, o descarte incorreto poderá comprometer a saúde da população e contaminar a água e o solo.

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), determina regras para armazenar, transportar e destinar corretamente este tipo de resíduo.

De acordo com a ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública), em 2018, 4.518 municípios do país (o Brasil tem ao todo 5.570), declararam para a ANVISA que fazem a coleta e tratam mais de 256 mil toneladas de resíduos de saúde. No entanto, naquele ano 1.052 cidades não declaram a forma como fazem essa destinação, o que vai contra as normas vigentes e apresenta riscos à saúde pública, ao meio ambiente e aos trabalhadores da área.

Quais são os tipos de resíduo hospitalar?

De acordo com a RDC 306/2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), os lixos hospitalares podem ser categorizados pelos seguintes grupos:

  • A: Resíduos com a possível presença de agentes biológicos, que, por suas características, podem apresentar riscos de infecção
  • B: Resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente
  • C: Rejeitos radioativos
  • D: Resíduos comuns, parecidos com o lixo urbano, que não trazem risco biológico, químico ou radiológico para a saúde ou para o meio ambiente
  • E: Materiais perfurocortantes ou escarificastes
Incineração de resíduos

Incineração de resíduos

 

Incineração dos resíduos

A Incineração é a ação mais comum no Brasil para resíduos químicos como remédios, antibióticos e vacina. Essa ação corresponde a cerca de 59% do destino final, segundo dados da ABRELPE. Este processo se inicia com a retirada do lixo dentro dos estabelecimentos de saúde. No entanto, diferentemente do resíduo doméstico, eles não podem ficar expostos nas calçadas ou em outro lugar a céu aberto. Além disso, não são recolhidos pelos caminhões de coleta comum.

Os estabelecimentos devem contratar uma empresa especializada no recolhimento destes resíduos que oferecem risco à saúde e ao meio ambiente.

Os sacos que fazem este tipo de armazenamento recebem um selo de identificação e são colocados em caminhões baú para garantir que sejam descartados corretamente. Quando chegam na sede da empresa, os sacos são abertos e o material é contabilizado, o número total de resíduos descartados possibilita o controle do consumo dos materiais. Depois disso, é colocado no lixo manualmente em uma esteira onde seguirá para um incinerador para ser queimado.

A fumaça que é gerada pela queima dos resíduos é tratada através de filtros nos equipamentos, que devolvem um vapor limpo para a atmosfera. Essas cinzas são colocadas em caminhões, com revestimento hermético, totalmente vedado, específicos para o transporte do material, assim, não entrará em contato com o meio ambiente.

Depois disso, os resíduos vão para aterros sanitários. Lá ele receberá apenas o lixo oriundo do estabelecimento de saúde, e as cinzas são liberadas em uma vala.

No entanto, os aterros devem estar de acordo com as leis.

Esterilização de resíduos hospitalares

A ANVISA autoriza que os estabelecimentos de saúde escolham tecnologias para desinfetar os materiais. Isso pode acontecer tanto por incineração, quanto por esterilização.

Segundo dados de 2017 da ABRALPE, só o estado de São Paulo tratou mais de 151 mil toneladas de resíduos de saúde, o que representa 58% da demanda nacional. Deste número, 124 mil toneladas foram esterilizadas.

O saco com algodão sujo, agulhas, lâminas de bisturi, dentre outros itens, devem ser armazenadas em um lugar seguro dentro do hospital ou dos estabelecimentos de saúde. A coleta deve ser feita a cada 48 horas pelas empresas especializadas.

Após a coleta, os sacos são transportados em caminhões baú, onde são abertos e enviados para uma maquina que compactará os resíduos, transformando-os em um bloco rígido.

Depois disso, eles vão para uma esteira até um forno que irá esterilizar os materiais e matará os microrganismos contaminantes, em temperatura superior a 120° C.

Como é feito o descarte e porque contar com uma empresa que faz a destinação de seus resíduos?

A ANVISA estabeleceu regras nacionais para normalizar a coleta de lixo hospitalar até a destinação correta.

A ideia é que cada gerador de resíduos crie um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), baseado nas características dos resíduos gerados e na classificação dada pelo órgão. Isso irá garantir que o lixo seja separado e descartado corretamente.

O saco plástico onde o resíduo é descartado não pode ser reaproveitado posteriormente e deve seguir a NBR 9191/2000 da ABNT.

Por outro lado, os resíduos líquidos devem ser constituídos de material compatível, resistentes, rígidos e estanques, com tampa rosqueada e vedada.

Tanto os sacos plásticos, quanto estes recipientes devem ter um adesivo identificando o tipo de resíduo.

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